Reabilitação Cardíaca

O crescimento epidêmico da obesidade , síndrome metabólica , diabetes , estilo de vida sedentário , hipertensão e fumo, contribui para o aumento de doenças cardíacas arterosclerótica nos Estados Unidos, porém a realidade brasileira não fica muito distante. Os custos para tratar está doença excede a faixa de bilhões anuais e nos traz uma evidente necessidade de implementação de programas multidisciplinar de Reabilitação Cardíaca. Desde de 1995 a Reabilitação Cardíaca tem sido definida como : prover serviços a longo prazo que envolvem a avaliação, prescrição de exercícios , modificação de fatores de risco cardíaco , educação e mudança de comportamento.


Uma revisão sistemática com meta análise de 34 ensaios clínicos randomizados mostraram que exercícios baseados em programas de Reabilitação Cardíaca estão associados com menor risco de reinfarto , mortalidade cardíaca e todas as causas de mortalidade. Outra meta análise mais recente, também citada nesta publicação, mostrou que quando comparados os paciente de programas de Reabilitação Cardíaca aos que são submetidos a tratamento convencional, há grande melhora em relação aos fatores de risco para doença arteroesclerótica como níveis lipídicos e pressão arterial sistólica. O benéficio se estende aqueles submetidos a procedimentos cirúrgicos e percutâneos com redução em todas as causas de mortalidade de 20 para 50% comparados aqueles que foram submetidos a tratamento convencional. Não obstante, a Reabilitação Cardíaca traz benefícios em relação a qualidade de vida , diminuindo necessidades de hospitalização e reduzindo quadro de depressão e sintomas anginosos. Nos indivíduos com insuficiência cardíaca , submetidos a programas de Reabilitação Cardíaca o mesmo benefício, melhora na qualidade de vida após 3 meses num follow up de 3 anos, e diminuição dos risco de admissão hospitalar.

Atualmente a Reabilitação Cardíaca é uma modalidade de tratamento não apenas para aqueles com angina estável como um dia já foi como também para indivíduos com Insuficência cardíaca, transplantes e cirurgias cardíacas. Além disso , órgãos internacionais como American Heart Association e the American College of Cardiology classificaram como grau de recomendação A a RC para todas estas condições clínicas.

Contudo, ainda é pouca a procura e indicação de pacientes elegíveis para centros que realizem Reabilitação Cardíaca. O pouco conhecimento da sociedade dos benefícios e dos programas de reabilitação ( que ainda identificam como menos importante que terapia farmacológica , por exemplo), como também falta de conhecimento por parte da equipe multidisciplinar, ainda é uma barreira que precisa ser transposta para a consolidação da Reabilitação Cardíaca.

Os benefícios na literatura da Reabilitação Cardíaca estão mais que consagrados, porém ainda é escassa a indicação e procura. A reabilitação deve ser vista como um medicamento que deve ser administrado diariamente. A falta de informação parece ser o maior entrave, tendo em vista os grandes benefícios na qualidade de vida e promoção da saúde.

Portanto, fale com seu médico, marque uma consulta e comece a fazer exercícios de forma supervisionada pelos melhores profissionais, com que há de melhor em tecnologia para cuidar da saúde do seu coração.

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